
Sempre achei o ato de presentear com uma rosa clichê demais para mim, comum demais para ser marcante.
Em uma noite vadia, dirigia meu carro pelas ruas da cidade. Estava sem destino algum em minha mente, queria apenas dirigir. Entrei numa rua escura e aparentemente deserta, era uma rua comum, cheia de casas comuns com problemas comuns.
Parei o carro olhei para o relógio, já passavam das 23:00... Inclinei e afastei o banco... Abaixei os vidros do carro e acendi um cigarro, ou melhor... Acendi um Black.
Comecei então a observar o céu... Era uma noite notavelmente linda, as estrelas iluminavam como a lua e a lua brilhava como o sol. Lembrei de quando eu era criança, eu tinha medo de olhar para o céu a noite... Eu tinha medo de ver uma estrela cadente e ser obrigada a fazer um pedido.
Abaixei a cabeça e quando ergui vi uma estrela cadente. Arregalei os olhos e acompanhei sua trajetória até ela desaparecer e apontar para um casal na calçada de uma casa.
Eram jovens... Ela parecia ser mais velha mais experiente e ele parecia estar à beira de sua primeira grande tristeza... Estavam se olhando e sussurrando um pro outro, pareciam tão concentrados um no outro que me emocionei.
Ela entrou em casa e quando voltou trouxe uma rosa vermelha... Abraçou o rapaz fortemente e o deixou. O rapaz olhou para o céu... Acho que naquele momento ele desejou que uma estrela cadente caísse. Começou a caminhar em minha direção passou por mim até sumir. Para aquele cara aquela rosa nem chegava perto de um clichê.
Não há desespero tão absoluto, como aquele que vem com os primeiros momentos
de nossa primeira grande tristeza.
'Não há desespero tão absoluto, como aquele que vem com os primeiros momentos
ResponderExcluirde nossa primeira grande tristeza.'
concordo..
grande texto
pelo que vc descreveu imaginei a cena
axo q n precisa ser uma tristeza,como a perda de alguem p/entrar em desespero
a 1 vez q briguei cm meu amor tb fiquei desesperado
felizmente deu td certo ;D
parabens pelo blog
Muito bom. Perdas sempre nos fazem refletir.
ResponderExcluirA última frase do texto tá ótima.
Abraços
www.medeirosalencar.blogspot.com
Complicada a separação não é mesmo... em todas as estâncias aliás. Um momento que as vezes, a introspecção faz-se-a mais do que necessária, para nortear um novo rumo a se seguir.
ResponderExcluirSimplesmente tocante esse texto...flui muito bem e passa claramente a mensagem e a dor. Muito bem escrito.
As vezes eu tenho uns sonhos assim ai quando acordo me lembro porque em 1/4 das nossas vidas nós sonhamos... péssimo isso!
ResponderExcluirtexto depre, porem real !
ResponderExcluirtristesa suxx!!!
segue no grau !!
http://deposito66.blogspot.com/
Muito bom o texto!!
ResponderExcluirAs veze só paramos para refleti quando lemos algo do tipo e vemos que as coisas acontecem na nossas vidas e nem percebemos.
http://mundoak.blogspot.com/
" Era uma noite notavelmente linda, as estrelas iluminavam como a lua e a lua brilhava como o sol. Lembrei de quando eu era criança, eu tinha medo de olhar para o céu a noite... Eu tinha medo de ver uma estrela cadente e ser obrigada a fazer um pedido. "
ResponderExcluirAmei essa parte, eu não tinha medo dos meus pedidos, mas agora tenho medo do que eu possa pedir, tenho medo de pedir coisas erradas, de pedira coisas inalcansaveis.
Amei. Se puder passa aqui: http://ervilhandonobonde.blogspot.com
Muitoo legal o texto!
ResponderExcluirEu adoro as estrelas!
São lindas, o ceu é magnifico.E rosas então!?Belas!
Gostei muito!
Beeijo;*
http://lagrimainterrompida.blogspot.com/
É uma delicia ler vc!...
ResponderExcluirBeijos
AL
Olá!
ResponderExcluirTexto muito interessante que cabe na beleza e na violência de uma flor, de uma rosa.
Gostei bastante.
O problema nem é o cliché da rosa, é o que cliché de quem dá.
;]
Abraços
Retribuindo a visitinha! HEHE
ResponderExcluirAdorei seu texto, belo e bom de ler.
O seu blog também tem uma atmosfera muito atrante.
Parabens!
Ah, eu amo rosas! hehe